Parte da minha busca pessoal está na exploração do léxico visual (se assim se pode chamar) da paisagem que me envolveu quando criança. 
Ser português significa estar ou ter estado imerso numa paisagem característica: uma paisagem feita de detalhes, texturas, cheiros, cores, formas, sons, luz e sombras dificilmente reproduzíveis noutra (socio-)geografia.

Viver longe destes (entre outros) elementos característicos e irreproduzíveis é conviver com a saudade e a nostalgia, como um espaço em nós que não se preenche nunca. Um espaço vazio (de vida), reservado ao retorno.

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