Fotografar é caminhar com um olhar diferente.
Encontro na fotografia dois prazeres: o de sentir o caminho (o Destino / a Sorte) ao entrar numa forma especial de meditação em movimento; e o prazer do encontro, que acontece quando capturo, com a máquina fotográfica, composições, sombras e luzes que comunicam com alguma coisa em mim.
Pelo caminho, procuro desfazer algumas ideias pre-estabelecidas que possa ter trazido comigo, procuro desfazer alguns (pre)conceitos em mim, como o da ‘estética’. Procuro (re)encontrar o sentido dessa estética ‘hoje’, aqui e agora, neste lugar, e surpreender-me.
Parto à descoberta de lugares particulares e deixo que as suas banalidades e diferenças me surpreendam. Deixo-me também surpreender pelas combinações gráficas e/ou conceptuais que a sorte desenha na fotografia capturada.
Não procuro acrescentar nada ao que está ali e ao que o destino projecta.
O exercício é o da procura e da descoberta, inspecção, introspecção, extrospecção e leitura.
O vai e vem de elementos, plásticos, poéticos, dialécticos, inspiração e expiração, um movimento para dentro e para fora.
Errar e acertar.
Eu sou a Filipa de apelido Rosa, nasci em Coimbra (Portugal) mas aos 11 anos fui viver para Bruxelas e aos 18 para Inglaterra. Em 2016 voltei para este lugar (sem jardim..) à beira mar plantado. Vivo atualmente no centro de Lisboa onde me ocupo maioritariamente a ver crescer a minha filha e uma mãe dentro de mim, a refletir, a desenhar, a escrever, a “errar”, partilhar e fotografar.
