Vou listar aqui 8 pontos que expõem o raciocínio que me motivou a partir para este projeto. Penso que explicam aquilo em que acredito hoje e que dão uma ideia geral do que me traz aqui. Funcionam também como mapa ou esquema de trabalho.
1) O planeta não tem recursos suficientes para a população humana atual (7,705,930,684 – Ver número atualizado aqui) com os seus maus hábitos. (E porque haveria de ter?!)
2) Quais “maus” hábitos?!
O mais evidente e o mais mortífero de todos é o consumo desenfreado e doentio. Esse hábito é mais um sintoma, e não a própria doença, mas é ele, e em nome dele, que o homem explora o planeta sem piedade. Porquê? O que estará na origem da doença?
3) É urgente mudar esses hábitos. (São os nossos!)
Como podemos instigar e motivar mudanças comportamentais em nós próprios e nos outros?!
4) O mais eficaz é partir de uma mudança de consciência.
Isso tornará as outras mudanças uma coisa fácil, ou pelo menos, uma coisa possível. E a razão disso é ‘Porque quem corre por gosto, não cansa’! (ou cansa-se menos..)
“O mundo não será salvo por mentalidades antigas e programas novos, mas por mentalidades novas sem programas.”
— “A história de B”, Daniel Quinn
Mas o que é que faz que resistamos a essa mudança de consciência?
O que faz com que não queiramos ver, ouvir, fazer?…
Será o medo de sentir?
De sentir coisas como a tristeza profunda, o desespero…
(Nota: Para aprofundar este tema vale a pena conhecer o trabalho de Joanna Macy,
“Working through Environmental Despair” – pdf).
Não será que procuramos a todo o custo evitar ter de lidar com a morte,
com a noção e realidade da morte, com a possibilidade do fim? Não será que procuramos evitar ter de lidar com o esmagador e opressivo sentimento de Culpa, e que congelamos face à noção de Responsabilidade?
(A boa notícia é que, há volta a dar!!)
5) O que nos trás ao tema da Espiritualidade.
Quando se enfrentam questões ecológicas e éticas ou, de comportamento em geral, não penso que se possa evitar o tema da Espiritualidade.
Lidar com o fim, obriga-nos a investigar os nossos medos profundos e revisitar aquela velha questão do significado da vida.
A Espiritualidade não é dogma e não é religião(!). É algo que é inerente ao ser humano desde o início da sua vida. Ignorar isso talvez seja mesmo um dos grandes, senão o principal, causador de desequilíbrio e doença. A espiritualidade é algo em movimento constante, pelo menos enquanto o nosso corpo também se mover. Ignorá-la, não a alimentar, fazer dela um tabu, rejeitá-la e reprimi-la é uma violência que fazemos a nós próprios e a toda a Vida em torno.
6) A ação.
Então como agir?! Como começar a tornar as nossas pequenas ações do dia a dia, concordantes com a nova consciência..
Esta é a Prática. Juntar-se a grupos, pesquisar, questionar sem fim, não se sentir só, não desmotivar, viver em e para a comunidade e para a Vida em geral…
7) Os resultados.
Aprendemos a chorar pelas mortes que nos circundam, ultrapassamos (com calma) o desespero. Trabalhamos no perdoar das nossas culpas e em paralelo (e totalmente dependente) as nossas ações vão começar a gerar efeitos positivos e menos dos outros…
Paramos de fingir não ver, de fingir não identificar o que está mal e é injusto (para todos os seres), paramos de calar e reencontramos a nossa Voz, fortalecemo-nos e empoderamo-nos.
Em maior sintonia com o que o nosso Ser diz e sente, encontramos um maior sentimento de serenidade, de paz interior e de confiança.
8) A Reflexão é o carburante da mudança consciente.
É a Reflexão que nos concede o poder de decisão e é dela que depende a nossa preciosa Liberdade de escolha.
Namaste 🙏
(‘Namaste’ é uma saudação que significa algo como: “O Divino em mim curva-se perante o Divino em ti”)
